Ahgora Blog

6 Jul

Artigo resumido extraído de cio.uol.com.br. Para ler na íntegra clique aqui.

Analistas da IDC dão 12 dicas de como as empresas podem se preparar para entrar na era da computação em nuvem.

Apesar dos receios em relação à confiabilidade e à segurança da nuvem, as empresas estão movendo lenta, mas firmemente, suas aplicações para a cloud.  A migração, apontam especialistas, vai mudar de forma profunda as companhias.

Cerca de 80% dos novos aplicativos corporativos serão desenvolvidos para rodar na nuvem em 2011, diz Frank Gens, vice-presidente da consultoria IDC, que avaliou as promessas e as armadilhas da nuvem. Abaixo, 12 dicas importantes de preparo para entrar na cloud.

1. A nuvem é a nova onda, permite o trabalho em qualquer lugar e vai criar dezenas de milhões de aplicações. Isso gera uma explosão de novos serviços.


2. Fornecedores de infraestrutura vão criar um quarto pilar além de servidores, storage e redes. Será conhecido como “cache compartilhado”. O impacto da virtualização de servidores está apenas começando e beneficiará a tecnologia da informação convergente.
Logo chegará o dia em que TI projetará cem máquinas virtuais para um servidor físico em vez dos atuais oito para 20 máquinas virtuais (VMs). Os data centers precisarão contar com um espaço de cache compartilhado, mais rápido que disco compartilhado/storage, em que as VMs são mantidas.

3. Os acordos de licenciamento do software são barreira para a adoção de nuvens. As empresas de software empresarial irão adaptar as licenças para que o software seja acessado a partir de múltiplas localizações oferecendo um único custo, diz Robert Mahowald, vice-presidente de pesquisa IDC para os serviços de SaaS e Cloud. A escolha por licenças de software de código aberto é um fator no qual a TI deverá seguir quando se move do data center para a nuvem híbrida. Nem todos os fornecedores emplacaram a ideia, mas alguns, como a Microsoft, estão-se movendo nessa direção.
Profissionais de TI, como Steve Turner, diretor de tecnologia da informação da Amherst Securities Group em Austin, Texas, diz que “Novos modelos de licenciamento na nuvem é uma ideia boa e necessária. Microsoft e outras empresas estão fazendo essa transição”.

4. Os negócios vão ver a TI como uma loja de aplicativos internos. A TI terá um novo papel: oferecer uma miscelânea de serviços, acessíveis a partir de qualquer dispositivo, por meio de nuvens públicas e privadas.

5. Nuvens públicas vão-se tornar mais importantes do que nuvens privadas, diz Gens. Os executivos de TI precisam ver a plataforma de terceiros sob uma ótica de oferecimento de novas qualidades, e não simplesmente para recriar o que a empresa já está fazendo em uma plataforma potencialmente mais barata.

6. A nuvem é fonte para uma grande quantidade de dados. Um pequeno número de serviços em nuvem do Google, Amazon ou o iTunes demanda muito espaço de armazenamento. Os fornecedores começaram a perceber que entre as informações armazenadas há informações valiosas sobre os consumidores. 
Empresas de análise estão surgindo para analisar o cruzamento de informações. Isso tem implicações de conformidade para as empresas, mas também possibilita às equipes de TI a oportunidade de pesquisar sobre clientes e mercados.

7. As organizações de TI vão se tornar corretores de serviços em nuvem, vão ganhar papel de loja de aplicativos da empresa. Em vez de as unidades de negócios contratarem serviços de TI baseados em SaaS, a TI encontrará uma forma de agrupar serviços em nuvem para os negócios.


8. A nuvem incomoda e, potencialmente, espanta a força de trabalho de TI tradicional, pois temem que a nuvem transforme o trabalho de TI em commodity. 
Mas alunos que estão entrando agora no mercado querem seguir carreira em locais em que possam fazer a diferença e não sentir que empregos de TI oferecem essa perspectiva.

9. Fornecedores que estão abraçando a nuvem estão no caminho certo ao levar os clientes para a nuvem. 


10. Na última onda, as empresas digitalizaram seus processos. Agora, algumas veem valor em oferecer esses processos na nuvem.

11. Os usuários finais já estão construindo suas próprias nuvens, normalmente acessada por meio de dispositivos móveis como smartphones. Com a virtualização de desktop, aplicações móveis e SaaS, a TI pode se adaptar às expectativas dos usuários. 
Muito parecida com a revolução do PC, as pessoas mais bem-sucedidas na próxima geração baseada em nuvem serão aquelas que sabem como equilibrar as necessidades dos usuários e da empresa.

12. Cloud services promovem a inovação. A rápida adoção de cloud é mais uma oportunidade para conduzir o negócio de forma mais rápida e econômica.

Por 

 

Julie Bort, da Network World/US

Publicada em 28 de junho de 2011 às 16h00

em cio.uol.com.br

 


  1. ahgora posted this